Didi, nunca mais arranque uma folha de planta!
Publicado em 05/Jan/2012
Eu tenho uma lembrança de Lucélia dos meus … 7/8 anos, mas com o Vovô Mesquita:
Engana-se quem pensa que ele tão calmo, não dava suas broncas. Eficazmente!
Era dia de “catar manga”. Estávamos todos lá. Aquela meninada barulhenta entrava e saía pela porta da frente da casa, no meio de uma manhã calorenta, com as mãos cheias da fruta. Recordo que ao lado daquele portal havia um grande vaso de hibisco, ou coisa parecida, e cada vez que eu passava por ele arrancava uma folhinha do vaso. Era tão verdinha e tão opulenta a planta, que tornou-se irresistível para mim. Precisava arrancar mais uma a cada passada. Na varanda, ao lado do vaso, dormitava o Vovô numa rede grande. Na entrada eu arrancava uma folhinha e na saída também. Arrancando na ida e arrancando na volta, muitas folhas. O cheiro de planta acentuou-se, e eu adorando aquilo fui maltratando a planta cheirosa até que… uma mão ossuda e grande agarrou-me pelo pulso no ato! Uma voz grave a acompanhou mansamente mas, com inarredável doçura então ouvi: – “Didi, nunca mais arranque uma folha de planta!” Sem voz e devastadamente grudada no chão obedeci. Até hoje!!!
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Didi.
Balas para presidiarios
Eu tenho muito carinho pela vovo Cecilia. Sempre vivi proxima a ela.
Tenho muito orgulho de ter o nome dela. Sei que ela era uma batalhadora.
Ja contei esta historia no orkut, mas gostaria que ficasse registrada no
site.
Num Natal, nao sei se ela fez alguma promessa ou o que foi, ela resolveu
fazer balas para os presidiarios. Isto foi no apartamento da vila Mariana,
que ela morou antes de ir para o apto da Paulista. Alguem falou para ela que
na penitenciaria do Carandiru cabiam uns 1000 presos. Ai ela fez as contas e
chegou a conclusao de que seriam precisos 10 receitas de bala para fazer 10
balas para cada preso…ou qualquer coisa assim. Bom, quando o trabalho ja
estava bastante adiantado, ela resolveu ligar para a penitenciaria para
saber com mais precisao quantos presos eram…e eram mais de 5.000…Foi uma
correria, ela pos todo mundo embruhando bala e a producao foi a todo vapor
ate o Natal, mas cumpriu a meta de mandar um pacotinho para cada preso. E
por alguns anos, ela fez balas para os presos. Convocava os netos mais novos
para ajudar e qualquer um que chegasse, entrava no trabalho. So parou quando
nao dava mais para fazer e ai ela resolveu comprar bala pronta para
mandar…
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Ciça
Familia barulhenta
Eu devia ter uns 8-9 anos, e passamos por Rio Preto, provavelmente
a caminho de Minas, vindos de Umuarama. Achei o maximo esses parentes de Rio Preto,
com uma garagem cheia de suprimentos para acampamento (estavam se preparando para
uma viagem), uma kombi (!!!!) e uns primos doidos e super barulhentos, que quase se
matavam jogando um “jogo da memoria”, que pra mim era a maior novidade: em Umuarama,
brinquedo era so boneca de plastico, forte apache, bola de gude e peteca!!!!
Confesso que fiquei entre fascinada e intimidada com meus recem-descobertos primos,
tao efusivos e barulhentos!!! Pelo jeito nao mudaram nada heheheheh
Patricia
(Nota do editor: Por isso que os Pinto Cesar sao todos surdos.)